Prevenção de Acidentes em ambientes inflamáveis

A prevenção de acidentes em ambientes inflamáveis ou explosivos através do emprego, de ferramentas de segurança anti-faiscantes.

Quanto vale uma vida?

Quanto vale um emprego?



Essas perguntas retóricas que não tem resposta, põem em foco a seriedade do assunto a ser tratado.
Aqui vale repetir mais uma vez: acidentes não acontecem, acidentes são causados.
Por issoé o dever de cada um conscientizar-se dos perigos existentes em locais de trabalho onde se manipulam substâncias inflamáveis ou explosivas.
Reconhecer o perigo é o primeiro passos.
Prevenir o acidente decorrente desse perigo é o passo conseqüente e a obrigação de todos.




 1 |   O PERIGO DE INCÊNDIO OU EXPLOSÃO

Não existe industria onde, em algum lugar, não haja a possibilidade de ocorrer um incêndio ou uma explosão.
São inúmeras as substâncias químicas ou petroquímicas empregadas nos processos de produção ou manutenção.
 1.1 |   Há gases extremamente explosivos que requerem um máximo de cuidado quando da sua manipulação, transferência de carros-tanque para os tanques de armazenamento, bem como durante a retirada de provas para análises de laboratórios.

Alguns desses gases empregados nos processos de produção são:
- butadieno
- etileno
- hidrogênio
- pentano

 1.2 |   Um grande número de líquidos é extremamente volátil e se mistura facilmente ao ar, podendo localmente ou em ambientes fechados, produzir misturas de fácil combustão.
Entre muitas substâncias utilizadas nas indústrias, aqui algumas representativas:

acetato de butila hexano
acetato de etila metanol
acrilonitrila óleo diesel
alumínio alquil peróxido de metil-etilcetona
cloreto de vinila solvente
di-cloretano thinner
estireno toluol
éter xilol
formol entre outras


 1 .3 |   Mesmo pós de substâncias inflamáveis, quando dispersados no ar, são extremamente explosivos.
Exemplos:
- farinha de trigo
- próxido de benzóia
- pó de alumínio
- pós de magnésio

 1 .4 |  Também pastas, como a da nitrocelulose, quando ligeiramente ressecadas, representam um alto potencial de perigo.

 2 |   A FAÍSCA – CAUSA DE ACIDENTES


Pesquisas efetuadas na Europa e nos Estados Unidos têm demonstrado que a maior causa de incêndios e explosões, ocorridos com materiais voláteis ou explosivos, é a faísca proveniente de ferramentas comuns, de aço.

A faísca pode surgir sob várias condições no emprego de ferramentas de aço.

 2.1 |   No impacto de ferramentas de aço:

- Contra objetos de ferro ou aço;
- Contra pisos ou paredes de concreto;
- Contra pedras;
- Contra objetos de ligas de alumínio ou magnésio.

Aqui incluímos todos os impactos, voluntários ou acidentais produzidos com ferramentas de aço sobre superfícies de alta dureza.

Muita atenção também deve ser dada durante impactos sobre as faces enferrujadas ou pintadas com tinta a base de alumínio e magnésio pois aqui, impactos de pouca energia já são capazes de produzir faíscas, pois alumínio e magnésio reagem com óxido de ferro, a ferrugem, encontrado nas ferramentas de aço.

 2.2 |   Na queda da ferramenta de aço:

- Sobre objetos de ferro ou aço;
- Sobre pisos de concreto ou pedra.

Pela facilidade e freqüência que ocorrem essas quedas acidentais, devemos usar somente ferramentas de segurança nos trabalhos em áreas de risco, mesmo que a ferramenta não seja utilizada para bater em algum objeto e o perigo da ocorrência de uma faísca parece distante.

Chaves, alicates e outras ferramentas podem em queda acidental, provocar faíscas quando batem em superfícies duras.

Ferramentas pesadas já adquirem, mesmo em quedas livres de pouca altura, energia cinética suficiente para provocar faíscas.

 2.3 |  Durante um deslizamento repentino;

- Contra objetos de ferro ou aço;
- Contra saliências de pedras ou concreto.

Essas são as situações onde a força da aplicada a uma ferramenta de aço (pá, raspador, concha, escova, etc.) provoca atrito forte e repentino.

Por um descuido, os mordentes de uma chave ‘grifos’, mal ajustados, podem, de repente, deslizar sobre o tudo com força suficiente para provocar uma faísca.

Uma pá, um raspador, possa no seu movimento deslizante, bater contra uma saliência de superfície com força suficiente para produzir uma fagulha.

 3 |  O QUE É UMA FAÍSCA?


Uma faísca é uma partícula de metal incandescente, voando pelo ar após ter sido arrancada do material parente em consequência de um impacto ou forte atrito.

 4 |  COMO NASCE UMA FAÍSCA?


A faísca é o produto de uma conversão de energia: a energia cinética, consequência da força aplicada á ferramenta, ou consequência da queda livre, se transforma no impacto em energia térmica nos dois materiais em colisão.

 4.1 |  Se levarmos em consideração que nenhuma superfície é realmente lis, mas apresenta inúmeras irregularidades em formas de picos e saliências – e que são esses picos de área minúscula que recebem a totalidade do impacto, então é fácil entender que forças enormes agem sobre essas áreas.

Essas forças arrancam pequenas partículas das faces da ferramenta, ocorrência essa facilitada pela grande dureza do aço, que o torna mais quebradiço.

Essas partículas, pré-aquecidas pela energia de impacto, voando em alta velocidade pelo ar, sofrem uma oxidação exotérmica com contato com oxigênio do ar, oxidação essa que produz mais calor e torna a partícula incandescente, já que a partícula é virtualmente queimada nesse processo.

Nasceu à faísca incendiaria o potencial de um desastre.

 4.2 |  Uma temperatura de 800 º. C torna a partícula visível como faísca.

Faíscas de ferramentas de aço atingem temperaturas de 1.550 º. C á 1.850 °C.
A oxidação exotérmica de partículas de aço libera uma energia de 1.600 calorias por grama.

 5 | PORQUE FERRAMENTAS DE SEGURANÇA NÃO PRODUZEM FAÍSCAS?

O que ocorre com as ferramentas de segurança quando são submetidas a impactos?

A matéria prima da ferramenta de segurança e o cobre de suas ligas.

 5.1 | A energia de impacto necessária para arrancar partículas da face da ferramenta de segurança é bem menor do que no caso das ferramentas de aço. Por isso o impacto também não aufere á partícula atingida, a energia térmica mínima indispensável para iniciar o processo de oxidação exotérmica.

E mesmo quando se inicia a oxidação exotérmica, as partículas do cobre e suas ligas liberam somente 314 calorias por grama, ou seja: 1/5 da energia liberada pela partícula d aço. Essa energia é insuficiente para tornar a partícula de cobre incandescente.

 5.2 |  Nos impactos mais fortes com ferramentas de segurança a energia térmica gerada é suficiente para aquecer os picos atingidos até o seu ponto de fusão, fundindo-os de novo ao metal parente: por isso não há partícula que possa voar quando usamos ferramentas de segurança.

O ponto de fusão dos aços-liga das ferramentas de aço é muito mais elevado, de modo que não há nada que possa impedir o vôo da partícula de aço.

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 6 | AS FERRAMENTAS DE SEGURANÇA:

 6.1 |  A matéria prima que confere as ferramentas de segurança com suas características anti-faíscantes, é o cobre.

Ligas diferentes de cobre são empregadas para obter as características físicas mais desejáveis para cada aplicação.

A liga mais empregada até alguns anos atrás era o cobre-berílio ( 2% de berilo), um material de boa resistência e que, com o devido tratamento térmico, apresenta uma dureza um pouco baixo daquela dos aços-liga de cromo-vanádio.

Porem pesquisas recentes provou que o berílio é uma substancia cancerígena, o que resultou no seu gradativo abandono como componente de liga na fabricação de ferramentas de segurança.

Hoje se empregam ligas de bronze-alumínio-níquel, recentemente desenvolvidas, que apresentam características idênticas ás do cobre-berílio. Essas ligas contêm entre 78% a 82% de cobre, 10% de alumínio e 4% a 6% de níquel.

 6.2 |  O grande segredo na fabricação da ferramenta de segurança é tratamento térmico. Uma sequência inusitada de passos aufere a ferramenta a sua resistência ao desgaste, garantindo assim seu emprego irrestrito em todas as tarefas.

 7 | A GAMA DE FERRAMENTAS DE SEGURANÇA:

O sortimento das ferramentas de segurança á disposição do usuário permite executar todos os trabalhos inerentes a áreas de segurança:

Abridores de caixa Chaves estrela Chaves de tubo, de bronze Machados Ponteiros para marteletes pneumáticos
Alavancas Chaves estrela, de batida Chaves de tubo, de alumínio Machadinhos Punções de centro
Alicates de bico Chaves de fenda Chaves de tubo, de corrente Marretas Raspadores
Alicates de corte diagonal Chaves de fenda, angulares Cunhas Martelos de picar Saca-pinos, cônicos
Alicates 'bomba d’água' Chaves fixas Desencrustadores de agulha Martelos de bola Saca-pinos, paralelos
Alicates tipo 'Ford' Chaves fixas, estruturais Facas Martelos de pena Soquetes & acessórios
Alicates gasista Chaves de gancho Forcadores Martelos de unhas Serrotes
Chaves ajustáveis Chaves inglesas Escovas Pás Talhadeiras
Chaves 'allen' Chaves 'Philips' Espátulas Pés de cabra Tesouras para chapas
Chaves combinadas Chaves de pino, para bujão Grampo tipo 'C' Picaretas Conchas

Conteúdo retirado de material interno da Carlsons.

Para mais informações e esclarecimentos, entre em contato com nossos especialistas através do e-mail sac@carlsons.com.br

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